
#8m2026
*RELATO COLABORATIVO escrito por:Juliana Sangoi, Glícia Maria Feitoza de Paula, Giulia Bedê Bomfim e Mirely Lopes Gonçalves.
No dia 8 de março, marchamos e reafirmamos nosso compromisso com a luta contra o feminicídio. “Pela vida de todas as mulheres” não é um slogan, mas um chamado! Celebramos a força e resistência junto a milhares de mulheres que transformam seus territórios diariamente. O 8m Unificado DF (@8mdf2026) uniu cerca de mil pessoas no estacionamento da Funarte, com pautas contra o feminicídio, e em defesa dos direitos sociais e políticas públicas.
10 anos após a tipificação do feminicídio, o Brasil atingiu o maior número de crimes dessa ordem, com 1.568 vítimas. Isso significa que 4 mulheres são assassinadas por dia, em maioria mulheres negras e periféricas.
Nosso grito é por todas as formas de violência contra nós, mulheres. Contra tudo que fere o que temos de mais precioso: nós mesmas, nossos corpos, nossas famílias, nossas vozes e nossas culturas.
A Psicologia brasileira tem um papel histórico na luta contra a violação dos direitos humanos. Todo acontecimento que pode ser um fator de sofrimento para a sociedade toca diretamente na nossa profissão.
Muito além da psicoterapia, atuamos em diversas áreas, de forma ativa, com objetivo de garantir o acesso a direitos e justiça social. Entendemos que os problemas vivenciados hoje não são somente individuais, eles são sociais, econômicos e, principalmente, estruturais.
Nós, psicólogas, devemos atuar com ética e responsabilidade nesses cenários, sempre considerando as relações de poder e priorizando a garantia de direitos humanos na totalidade, levando em conta os princípios da equidade e igualdade para nossa atuação.
Queremos as mulheres cis e trans vivas. No Brasil, na Palestina, no Irã, e em todo o mundo.
Não podemos aceitar que o sistema transforme nossas vidas em mercadorias e que coloque nossos direitos à prova em tempos de crise.
Seguiremos, resistiremos, denunciaremos e, juntas, celebraremos a nossa existência!
O 8M foi um ato de luta, resistência e celebração da pluralidade que é ser Mulher.
Não estamos sós: ligue 180.
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