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CONFIRA COMO FOI O “CINE-DEBATE: CORPOS, MATERNAGEM E DIREITOS EM DISPUTA”

CONFIRA COMO FOI O “CINE-DEBATE: CORPOS, MATERNAGEM E DIREITOS EM DISPUTA”


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Confira como foi o “Cine-debate: Corpos, Maternagem e Direitos em Disputa”

Após o filme, promovemos uma roda de conversa com a atriz Shirley Cruz e outras mulheres que atuam na defesa de direitos.

O cinema do @cine_cultura_liberty_mall foi tomado por vozes potentes na tarde desta segunda-feira (9). Realizamos o Cine-debate: Corpos, Maternagem e Direitos em Disputa, com exibição do filme “A Melhor Mãe do Mundo”, seguida de uma roda de conversa sobre maternagem, desigualdades sociais e defesa de direitos. O evento  foi cuidadosamente pensado e organizado pela Comissão de Direitos Humanos, Saúde Mental e Políticas Sociais do CRP 01 em parceria com o MPDFT.

A sessão contou com a presença da atriz Shirley Cruz, protagonista do longa, que assistiu à exibição junto ao público e participou do debate após o filme. Na obra, Shirley interpreta Gal, uma mãe que enfrenta contextos de vulnerabilidade enquanto luta para proteger e cuidar de seus filhos — uma narrativa que evidencia a maternidade como experiência atravessada por questões sociais, políticas e de sobrevivência. “Eu brinco que a Anna Muylaert faz um cinema de fé: ela tem fé que o cinema é uma ferramenta importante para a gente prosperar, vencer, se conectar”, pontua Shirley.

Após a exibição, a roda de conversa foi mediada pela presidenta do CRP 01/DF, Juliana Sangoi, e reuniu mulheres com diferentes trajetórias de atuação na defesa dos direitos humanos, no enfrentamento às violências e na luta por justiça social. “Sinto uma explosão de afeto dentro de mim: compartilhar uma tarde com tantas mulheres potentes, sobreviventes e poder sorrir, dançar, abraçar e sentir que estamos juntas é inexplicável. Ao reunir sistema de justiça, políticas públicas, movimentos sociais e mulheres diretamente impactadas por essas realidades, o cine-debate se constituiu como espaço de escuta qualificada, denúncia, mobilização e proposição. Nosso desejo é de levar ações como essa para outros territórios, fortalecendo parcerias com os movimentos sociais, sociedade civil, produzindo cuidado de forma coletiva e descentralizada”, afirma Juliana Sangoi.

Ao sair da sala de cinema, o público foi conduzido ao Espaço Cultural pelo grupo de maracatu Baque Dandalunda, que proporcionou, junto com a mestra Martinha do Coco, momentos de celebração e expressão cultural, trazendo música, ritmo e presença antes do debate começar. As pessoas participantes dançaram, celebraram a vida e fortaleceram os vínculos de afeto e resistência que atravessaram toda a tarde. 

Participaram da roda de conversa Luisa de Marillac, promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Enfrentamento à Violência e à Exploração Sexual contra a Criança e o Adolescente do MPDFT; Patrícia Alves Ferreira (participação remota), mulher e mãe em situação de rua; Estela Argolo, assistente social e coordenadora do Núcleo de Serviço Social da OSC Aconchego DF; e Rosangela Peixoto, assistente social e autora da obra “Mães e crianças atrás das grades: em questão o princípio da dignidade da pessoa humana”, além da acolhida da Casa Tibira (Osc Coletivo da Cidade) Adrielle Rodrigues de Souza.

"É muito bom ser parte da construção de uma agenda que prioriza as mulheres e as fortalece”, declara o conselheiro Rafael Gonçalves, coordenador da Comissão de Direitos Humanos, Saúde Mental e Políticas Sociais (CDHSMPS), que organizou o evento. “Também me sinto forte caminhando lado a lado na construção de um país sem feminicídio, com muita alegria, amor e responsabilidade coletiva. Nossa Comissão está comprometida com esta jornada", completa o psicólogo.

A atriz Shirley Cruz destacou ainda a potência do diálogo entre arte e realidade social: “Esta sessão é muito importante para mim porque são mulheres que estão olhando para frente e dando o seu melhor, mesmo com todos os desafios. Eu conversei com mulheres aqui que disseram para mim que estavam saindo daqui hoje muito fortes, que vai dar tudo certo – e vai! Tem situações em que a gente precisa ter estratégia, mas, no micro, tem sempre alguma coisa a fazer: tenha atenção aos sinais, acolha esta mulher, pare de julgá-la, esconda essa mulher em sua casa, encaminhe a um lugar que você sabe que é bom e seguro.”

A psicóloga Márcia Caldas, que atua no Setor Comercial Sul no projeto Café com Escuta, colaboradora da CDHSMPS -CRP 01,  e ,  uma das idealizadoras do cine-debate, também destacou a importância da iniciativa: “Foi muito emocionante, especialmente por ter um público lotado de mulheres em situação de vulnerabilidade. Percebemos no público e muitas delas nos relataram, após o evento, que se sentiram pertencentes ao espaço, o que é maravilhoso, pois a inclusão social faz parte da luta por cidadania. O sentir que existe a possibilidade de construções de novos arranjos para maternar, desde que o Estado estabeleça redes de apoio e proteção, proporcionando vidas mais dignas, inclusivas e felizes, tanto quanto foi a tarde ao lado da atriz e de tantas pessoas que desejam mudar paradigmas institucionalizantes e cruéis com os mais vulneráveis é algo recompensante e que deve fazer parte de todas as agendas de Direitos Humanos”.

Agradecemos às organizações e movimentos sociais presentes: @asdoulasridedf, @blocosfilhasdamae, @coletivomaesnaluta,  @cafecomescutabsb, @coletivodacidade  (Casas Tibira e Tukula), @mulheres_do_sol , @maesguerreiras_df, @frentedemulheresnegrasdf, @baquedandalunda, @martinhadococo, @erikakokay, @mpdftoficial, CREAS Brasília, CRAS Brasília, GT Maternagem e Centro de Referência para População em situação de Rua  Brasília.

O Cine-Debate integrou as atividades de reflexão promovidas no mês de março e reafirmou o nosso compromisso com o debate público sobre direitos das mulheres, infância e justiça social.

#DescreviParaVocê: as imagens do carrossel possuem descrição alternativa individual.

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