Qual o nosso lugar, como profissionais de Psicologia, nas mudanças climáticas e nos desastres que vêm atravessando tantas vidas?
Foi para colocar essa pergunta em debate que realizamos, na última terça-feira (6/10), a segunda edição do nosso cine-debate, no Espaço Cultural do Shopping Liberty Mall.
A partir da exibição do primeiro capítulo do documentário Contra o Caos – Autorreverso, recebemos a roteirista Flávia Aragão e as psicólogas Débora Noal e Larissa Almeida para uma conversa potente sobre os desafios e as possibilidades da Psicologia diante das emergências climáticas e dos contextos de desastre.
Falamos sobre formação, diferentes campos de atuação profissional, saúde mental, trabalho intersetorial e, principalmente, sobre a importância de olhar para as pessoas e para as comunidades em sua integralidade.
Uma das provocações que atravessou o encontro foi justamente o cuidado para não transformar em doença aquilo que pode ser uma resposta humana diante de situações extremas.
“A gente não pode patologizar ou categorizar simplesmente manifestações emocionais, físicas e cognitivas a partir de um processo de desastre ou crise, porque as pessoas precisam demonstrar suas dores e inquietações.”
A reflexão, resumida pela conselheira Anne Emanuelle Cipriano, coordenadora da Comissão Especial de Psicologia Clínica (ComClin) e mediadora do debate, também chamou atenção para a necessidade de conhecer protocolos e dispositivos do SUS, além de materiais apresentados pelas convidadas que podem apoiar a atuação de psicólogas e psicólogos nesses contextos.
O encontro também trouxe as experiências da roteirista junto a populações atingidas por desastres e reforçou uma questão fundamental: cuidar da saúde mental também significa compreender as histórias, os territórios, os vínculos e as experiências cotidianas de quem atravessa uma situação de crise.
A atividade foi organizada pela conselheira presidenta Juliana Sangoi, em parceria com a ComClin, e reuniu estudantes de Psicologia, conselheiras(os), profissionais da área, integrantes da comissão e a equipe audiovisual da produção.
E, para fechar a noite, ainda tivemos um momento especial de autógrafos com Débora Noal, autora de O humano do mundo: diário de uma psicóloga sem fronteiras, livro que reúne experiências de sua trajetória como psicóloga humanitária.
#imagensacessíveis: cards coloridos com registros fotográficos do evento e chamada para leitura do relato. Na parte inferior, aparece a marca gráfica do CRP 01/DF.