Nos dias 19 e 20 de fevereiro, a coordenadora de Orientação e Fiscalização do CRP-01, Marcela Valente, participou de oficina que discutiu o papel do psicólogo no processo de escuta de crianças e adolescentes. Além de profissionais de psicologia atuantes nas áreas acadêmica, clínica, jurídica e hospitalar, o evento contou também com a colaboração de profissionais da justiça, como promotores, juízes e conselheiros, e com filósofos e antropólogos que lidam direta ou indiretamente com crianças e adolescentes em situação de risco e/ou violência.
Na visão da coordenadora Marcela, o evento foi muito rico pela diversidade de profissionais envolvidos e pelas inúmeras experiências apresentadas e realizadas em diferentes regiões do Brasil, além de reafirmar o compromisso assumido pelo Sistema Conselhos de Psicologia em discutir e construir, coletivamente com a sociedade e os representantes da rede de proteção, da saúde, da justiça, da assistência social e da educação, alternativas comprometidas com a dignidade, a liberdade, a igualdade de direitos e a integridade do ser humano, além de alternativas de efetiva proteção e não exposição de crianças e adolescentes durante procedimentos investigatórios e judiciais.
Entre os objetivos do encontro, estava a proposta de encontrar caminhos diversos da punição como única forma de resolver o problema. Ao final, foi definido que as propostas estruturadas durante o evento seriam encaminhadas para análise do GT responsável pelo assunto e enviados para a APAF que acontecerá em maio de 2010. “O intuito é que haja uma normatização mais clara sobre o assunto em forma de Resolução para nortear melhor o trabalho dos psicólogos que atuam com escuta psicológica de crianças e adolescentes”, concluiu Marcela Ribeiro.
Coordenação de Comunicação do CRP-01
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