Leia o ARTIGO do psicólogo esportivo Yghor Gomes

WEBbanner-artigo-yghor-gomes

O Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal lançou neste mês de junho, mês de Copa do Mundo, uma comissão especializada em Psicologia do Esporte, que está presente não só no contexto do futebol, como em todos os esportes. No dia de ontem (14), a Comissão Especial de Psicologia do Esporte do CRP 01/DF teve sua segunda reunião. A Comissão tem por objetivo fortalecer a área de Psicologia do Esporte em quatro dimensões: o esporte como inclusão social; a formação do profissional (tanto na graduação quanto na pós-graduação); o esporte de alto rendimento e o esporte como instrumento de lazer, entretenimento e saúde. Um tema que perpassará todos esses espaços é o atendimento aos paratletas.

Confira a opinião do profissional Yghor Gomes, que atua na área de Psicologia do Esporte:

 

Psicologia do Esporte: em busca da maturidade profissional

A Psicologia do Esporte brasileira ainda busca uma maturidade e uma identidade nacional, contudo já tem uma história, que se confunde com a própria história da Psicologia no Brasil – a partir da resolução CFP nº 014/2000, ela foi reconhecida como uma área de especialidade. O desenvolvimento da Psicologia do Esporte partiu de um olhar muito centrado na avaliação e na construção do uso de técnicas de intervenção para o aumento do desempenho esportivo, visando também o bem-estar pessoal do atleta. Entretanto, a Psicologia do Esporte não se limita a atuar apenas com o esporte de alto rendimento, contribuindo também com as pessoas ou grupos que realizam a atividade física regularmente por lazer ou para competições.

Percebe-se que o profissional da Psicologia do Esporte deve adquirir uma boa formação geral em Psicologia, aliada aos conhecimentos específicos do exercício físico e do esporte. É necessário também para este profissional uma cultura alicerçada em elementos que contribuam para o entendimento do contexto específico da modalidade em que está atuando.

Hoje, no Brasil, contamos com alguns núcleos de formação e de especialização deste tipo de profissional, além das comissões ou grupos de trabalho criados pelos Conselhos Regionais de Psicologia para tratar destas demandas de conhecimento técnico e do campo de atuação profissional. Existem, ainda, as associações que representam os profissionais da área no Brasil, como a Associação Brasileira de Psicologia do Esporte – ABRAPESP (ligada ao Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira – FENPB) e a Associação Brasileira de Estudos em Psicologia do Esporte e do Exercício – ABEPEEX, que servem para difundir o conhecimento teórico e prático a partir de seus congressos e eventos.

Em tempos de grandes eventos esportivos ou denúncias relacionadas ao meio esportivo, somos chamados a responder à sociedade sobre o fazer da Psicologia do Esporte. No entanto, cabe aqui lembrar que o artigo 1º do Código de Ética Profissional do Psicólogo diz em sua alínea “a” que é dever fundamental dos Psicólogos “assumir responsabilidades, profissionais somente por atividades para as quais esteja capacitado pessoalmente e tecnicamente”, pois são nestas situações e no calor do momento acabamos por ocupar um local para o qual muitas vezes não estamos tecnicamente preparados, e ai falamos muito mais do lugar de torcedores/cidadãos que do de psicólogos propriamente ditos. Devemos, portanto, ponderar sempre sobre as especificidades do esporte e sobre o quanto somos afetados por ele, pois o esporte é algo que nos atrai, seja pela beleza ou pela superação de limites: ele é apaixonante.

 

Psicólogo Yghor Queiroz Gomes

 (CRP04/41218)

 

Yghor Queiroz Gomes é especialista em Psicologia do Esporte, psicólogo da equipe de arbitragem da Federação de Futebol do Distrito Federal e da AEDEC-Brasil (time basquete sub20 e projetos sociais), membro da ABRAPESP e do GT de Psicologia do Esporte do CFP, além de Coordenador das Comissões de Psicologia do Esporte e de Comunicação do CRP 04/MG, onde é conselheiro.